Quinta-feira, Julho 9

FUTURE PLANS [nova criação] de David Marques














18 e 19 de Julho :: 21.00 :: eira33

[projecto em residência de criação na eira33]
entrada 5 euros


“Vision in this technological feast becomes unregulated gluttony; all perspective gives way to infinitely mobile vision, which no longer seems just mythically about the god- trick of seeing everything from nowhere.” Donna Haraway

Este trabalho joga-se na relação entre vários olhares, entre a virtualização de um futuro que é apresentado e a percepção que os intérpretes e o público vão construir dele. Neste jogo de visões, dois seres sozinhos, num espaço de pequenas dimensões, ritualizam um processo de mudança entre o presente o futuro. São propostas legendas, palavras que se conjugam com o movimento para construir leituras sobre a peça. A necessidade de celebrar a mudança como preparação do futuro parece resultar num estado de alheamento da realidade dos intérpretes e de prazer na aleatoriedade. Se a relação entre os corpos em cena poderá parecer votada ao fracasso, as legendas que são projectadas no palco sugerem uma possível narrativa onde se podem ler as coisas que não se vêm.

Concepção David Marques
Criação e interpretação David Marques e Patrícia Milheiro
Sonoplastia Carl Simmonds e Sérgio Cruz
Produção executiva EIRA
Apoio em residência TEATRO DE FERRO
Agradecimentos António Ferraz, Mathieu Jedrazak, Pedro Rocha

Créditos foto Felipe Mafasoli


http://www.david-marques.blogspot.com/

Segunda-feira, Junho 22

oficina de dança contemporânea para séniores APRESENTAÇÃO INFORMAL 26 JUNHO 19H :: eira33

















Partindo do encontro da dança com outras linguagens artísticas, esta oficina estabelece uma plataforma de desenvolvimento criativo visando a exploração e experimentação prática de diversas metodologias e técnicas de dança contemporânea através de um espaço coreográfico aberto ao diálogo e troca de experiências. A par do trabalho técnico de movimento (aquecimento, postura corporal e manutenção) é posto em prática um laboratório de improvisação e composição coreográfica partindo diversos materiais e de uma contribuíção activa dos participantes, levando-os a experimentar com o próprio corpo as ferramentas e potencialidades criativas e poéticas da criação em dança contemporânea.

Nestas aulas semanais e durante este ano lectivo foram exploradas e dinamizadas improvisações em torno de relações do corpo e do movimento com objectos e figurinos, aproximações/cruzamentos entre dança e teatro, entre outras fontes de trabalho.
Entre os vários materiais discutidos e explorados, foram visionados alguns vídeos de espectáculos de dança, vídeo-dança e cine-dança do anos 20. Trabalhou-se a partir de imagens, fotografias, frases soltas de jornais e experimentaram-se possibilidades entre desenho e movimento. Foram trocadas experiências e aprendizagens noutros domínios e noutras áreas da dança, como as origens da dança barroca e a importância de Luís XIV no desenvolvimento da dança europeia, entre outros materiais e tópicos de trabalho.
Exploraram-se possibilidades na presença e na ausência da luz e da sombra, e do som/música e do silêncio.
Reorganizaram-se e reciclaram-se materiais e propostas exploradas em anos anteriores.
Criaram-se e apresentaram-se auto-retratos, e outras imagens para um corpo na primeira pessoa.
Discutiram-se e assitiram-se a espectáculos de dança, exposições, etc.

O trabalho desenvolvido ao longo deste ano lectivo na OFICINA DE DANÇA CONTEMPORÂNEA PARA SÉNIORES foi o resultado do cruzamento de diferentes metodologias e perspectivas artísticas, propostas por Rafael Alvarez (coordenador/professor) contando igualmente com a coloboração regular de Carlota Lagido (professora convidada) e a contribuíção de Aldara Bizarro, tornando possivel a dinâmica e envolvimento artístico e pessoal gerado por todos os participantes em diferentes momentos:

Alberta Borges
Carlos Ferreira
Elisabeth Vieira Alvarez
Fernanda Dias
Fernanda Pires
Isabel Reis Gomes
Isabel Rito
Lisete Figueiredo
Mª Manuel Botelho
Zulmira Martins

Esta apresentação constitui um momento informal de abertura e feed-back, permitindo partilhar uma selecção e composição de materiais criados pelo grupo em diferentes períodos.

Segunda-feira, Junho 8

Litsa Kiousi :: apresentação informal















"Where is the most beautiful funeral?"

[Grécia/Alemanha]


9 junho :: 19h :: eira33
projecto em residência de criação na eira33 [entrada livre - tel. 21 353 09 31 / 91 2555 100]


"Where is the most beautiful funeral?" começa por se constituir como uma série de imagens/quadros-vivos enquadrados através do movimento, da palavra e do som.Material explorado a partir de entrevistas, canções, pinturas e literatura é distorcido e transformado para revelar subjectivamente, virtudes e defeitos da solidão, do medo e da beleza.

Conceito e coreografia Litsa Kiousi
Música ao vivo Sebastian Hilken
Interpretado por Litsa Kiousi, Marco Wittorf, Sebastian Hilken
Agradecimentos Alexandre Morais


Litsa Kiousi (1977). Nasceu e cresceu em Atenas, Grécia, onde obteve o seu diploma em dança na D.Grigoriadou School of Dance. Foi estudante-convidada no Teatro Carcano, em Milão. Em 2001, mudou-se para Nova Iorque para estudar no Merce Cunningham Studio e para estudar pesquisa coreográfica. Durante a sua formação, iniciou uma colaboração com o Art & New-Media collective Radical Low/Chantal Yzermans, que mantém até hoje, com ligações a Nova Iorque, Bélgica e Alemanha.Desde 2003, fixou-se em Berlim e tem colaborado, em vários festivais na Europa, com Sven Seeger (D), UnitControl/Bernard Baumgarten (LU/D), Veronika Riz (I), Horst Viral, (D), Eugenio De Mello (I). Actualmente está em digressão pela Europa com Cosmin Manolescu (RO). Em 2007, criou, com o actor Marco Wittorf e o músico/compositor Sebastian Hilken, a peça-concerto “Dream Inspector” e o solo “watching alice”, que tem apresentado em clubes, galerias e teatros em Atenas (Rebound Club), Kassel (“Temporary Home“- Documenta 12), Berlin (Brotfabrik, Schwelle7, Frühperle) e Essen (“638 Kilo Tanz und weitere Delikatessen“ Festival).Dá aulas e workshops de técnica e improvisação na Tanzakademie Balance 1 em Berlim, Danswerkhuis em Antuérpia, Norske Dansekunstnere em Oslo e N.Kondaxaki Dance Academy em Atenas.

Quinta-feira, Maio 21

Workshop/Audição :: nova criação de Carlota Lagido






MONSTER

Audição :: Nova criação de Carlota Lagido :: Inscrições abertas

Mais informações
eira33 |eirageral@mail.telepac.pt | 21 353 09 31 | fax: 21 353 09 32 | t.m.: 91 255 51 00

1ª fase

Workshop/Audição

28 e 29 Maio | 10h-14h

Este primeiro workshop tem como objectivo seleccionar um grupo de participantes/intérpretes (profissionais e não profissionais) que pretendam integrar um processo de formação/criação para o novo projecto de Carlota Lagido, a ser desenvolvido durante os meses de Junho e Julho na eira33


2ª fase


Workshop/Criação/Audição

1 de Junho a 31 Julho - 2ªs feiras e 4ªs feiras | 20h-22.30h

40€ (2 meses)


Objectivos

-Contribuir para a construção de Monster , novo projecto de Carlota lagido com base na sua performance “notforgetnotforgive”*

- Proporcionar aos participantes um espaço onde lhes seja permitido explorar a especificidade criativa e física de cada um, pondo em prática ideias e experiências e dando-lhes simultaneamente a oportunidade de se envolverem directamente num processo criativo.

- Pesquisar, explorar e experimentar todos os elementos constintuintes do espectáculo, tais como, espaço cénico, ambiente sonoro, figurinos.

- Encontrar novos intérpretes de dança contemporânea. Este laboratório funcionará como uma audição e durante este processo serão convidados três participantes/ intérpretes que irão integrar uma nova fase de criação na continuidade deste projecto mas num contexto profissional.


Formato

Laboratório de duas horas e meia, com duas sessões semanais que serão constituídas por breve aquecimento e preparação física seguido de práticas de improvisação e experimentação.

Apresentação informal pública no final de Julho com todos os participantes.


Público alvo e requisitos

Pessoas entre os 20 e os 65 anos com ou sem experiência em dança mas com interesse na arte contemporânea em geral. Profissionais e estudantes de dança, teatro, artes visuais.

Disponibilidade total às segundas e quartas (20h-22.30h) durante os meses de Junho e Julho e dispostos a participarem numa apresentação pública.


O projecto

Em 2008 apresentei a performance “notforgetnotforgive” com outra intérprete que não eu. Esta última versão foi interpretada por Tânia Carvalho e apresentada no contexto da Festa de Aniversário do Museu Berardo.

O olhar exterior suscitou vontade de ver as inúmeras possibilidades coreográficas que este trabalho teria se fosse feito com vários intérpretes.

Neste período da minha vida, em que oscilo entre questionar as linguagens da dança e começar uma nova fase criativa/metodológica, decidi contrariar esse desejo e simplesmente explorar movimento. Apeteceu-me explorar as dinâmicas e especificidades de cada corpo unificando-as num complexo desenho coreográfico com diferentes ritmos, paragens, uníssonos, cadências. Apeteceu-me também que muitos desses corpos fossem de pessoas normais, sem treino e de diferentes idades.

E a partir de um solo com dez anos de existência surge o projecto para uma nova versão para vários intérpretes. Chamei-lhe Monster.


Originalmente “notforgetnotforgive” foi feito em 1999, para uma casa de banho de homens e foi sempre interpretado por mim.

Reflectia a capacidade do ser humano em apagar situações limite da memória. Criei uma pin up anos 40 habituada a cantar em cenários de guerra. Linda de morrer, decidida a fazer esquecer.

E tal como em “notforgetnotforgive” em “MONSTER” el@s vão continuar a ser pin-ups, decidid@s a encantar o mundo. São inscrições na memória colectiva, cada uma del@s como um monstro, único e especial. El@s são aquilo que todos queremos e que depois tudo fazemos para esquecer.


Carlota Lagido
Tenho 43 anos. Fui bailarina de dança contemporânea, sou coreógrafa e figurinista e gosto de fazer muitas outras coisas ligadas ao design e às artes visuais.

No meu trabalho, de característica multidisciplinar, abordo questões relativas à identidade e (auto)biografia e exploro-as em projectos para palco e outros contextos. O trabalho em vídeo tem sido um elemento importante nas minhas peças, como em “BB2”(EIRA/Serralves em Festa), "Ugly"(EIRA/Citemor/Temps d’Image MC/IA) ou "Self" (EIRA/Casa d’os dias da Água/MC/IA).

Trabalhei com Francisco Camacho, Miguel Bonneville, Sara Vaz, Abraham Hurtado, Rita Só, Bárbara Lagido e Tânia Carvalho como intérpretes. Desta última destaco a sua participação na performance “notforgetnotforgive”, apresentada na festa do aniversário do Museu Berardo em 2008.

Os meus colaboradores criativos de eleição são Fernando Fadigas, Miguel Santos/Blindvision e Rui Viana.

De 1987 a 2005 fui bailarina e intérprete de dança contemporânea. Trabalhei com Mark Haim, Rui Horta, Joana Providência ("Mecanismos") e Meg Stuart ("Disfigure Study").

Trabalhei intensamente com Francisco Camacho e gostei particularmente de participar em peças como "Dom São Sebastião", "Gust" e "Live|evil-Evil|live". Fui mencionada como a sua “bailarina fetiche”.

Desenho guarda-roupa para espectáculos de dança e teatro, desde 1989. Neste âmbito, trabalhei para Vera Mantero, Lucia Sigalho, Francisco Camacho, Paula Castro, Filipa Francisco, Meg Stuart, Clara Andermatt, Paulo Ribeiro, João Fiadeiro, Nuno M. Cardoso e Aldara Bizarro. Em 2009 colaborei com Margarida Mestre no seu último projecto.

Faço assistência de guarda-roupa para filmes publicitários.

Actualmente sou membro da direcção de programação no espaço eira33 e dedico-me a muitas outras tarefas dentro desta estrutura.

Terça-feira, Maio 12

FATIGUES [nova criação] de Rafael Alvarez









Estreia :: 30 de Maio :: Black Box :: Évora


Direcção Artística e interpretação Rafael Alvarez
Produção EIRA
Co-produção Companhia de Dança Contemporânea de Évora
Núcleo de Criação do Dirceu (Teresina-Brasil), EIRA
Apoio em residência POINT EPHÉMÈRE (Paris, 2007)
LES BAINS CONNECTIVE (Bruxelas, 2009)



Oficina de Dança – EXPERIMENTAÇÃO E CRIAÇÃO COREOGRÁFICA

26 a 28 de Maio_18h30 > 22h00 # Black Box_ Évora
público alvo: maiores de dezasseis anos


+info www.rafaelalvarez.jimdo.com

créditos foto: André Uerba

Quinta-feira, Abril 23

im- [nova criação] de Vera Mota e Francisco Camacho














Estreia :: 9 de Maio :: Festival da Fábrica :: Teatro Helena Sá e Costa :: Porto

Concepção e interpretação Vera Mota e Francisco Camacho
Cenografia Vera Mota e Francisco Camacho
Desenho de luz e direcção técnica Nuno Patinho
Consultoria João Filipe Marçal e João Manuel de Oliveira
Assistência de ensaios Patrícia Milheiro
Produção EIRA

Co-produção EIRA, Festival da Fábrica 2009/Fábrica de Movimentos, Citemor
Apoios Núcleo de Experimentação Coreográfica-NEC
Agradecimentos Ghuna X, Luís Magalhães, Giovanni de Biasio


+info
http://veraamotaa.blogspot.com
http://www.fabricademovimentos.pt


Vera Mota e Francisco Camacho apresentam im-, uma co-criação que junta pela primeira vez a artista plástica e o coreógrafo.

Nesta peça, a concepção e a utilização dos materiais equacionam a possibilidade de permanecer em potência, num estado “entre”. A abstenção do fazer é tomada como condição que admite todos os possíveis, sendo que as figuras criadas pelos dois autores e intérpretes não evitam assumir, por vezes, outros papéis.


Como pode alguém permanecer ocupado não fazendo nada? Como pode um indivíduo desclassificar a sua presença? Como pode abdicar da sua condição privilegiada, de ser sublimado, em favor de algo sem qualidades e cujo destino é ser esmagado?

Neste espectáculo a palavra chave é talvez “desclassificar”, assim, assiste-se a uma tentativa de não ser ou deixar de ser alguma coisa. im- apresenta um conjunto de situações em que as acções vêem a sua importância reduzida, são o que são, e na sua ausência de objectivos aquilo que acontece esmaga-se a si mesmo. Os diversos materiais surgem nivelados, em exercícios que se perdem, ou que são abandonados antes de se concretizarem. Tudo permanece informe, na aparência e no sentido. A tensão entre o plano horizontal e o plano vertical é permanente.

Ao longo do espectáculo são criadas expectativas que logo se dissipam, sem nunca antes se cumprirem. Mesmo a introdução de códigos como o texto, não visa fornecer uma explicação para aquilo a que se assiste, mas sim actuar como mais um elemento disruptor. Assim, a tentação de alcançar uma chave para a compreensão de im-, é aqui contrariada.

O abandono sucessivo de materiais revela um estado de desilusão e vazio constantes. As personagens, ora diluídas no espaço, repousando inertes, ora separadas da cena pela estranheza de acções que parecem sempre desajustadas, apresentam-se desenraizadas, deslocadas, sem esforço, sem motivação. As figuras, cuja identidade é pouco clara, mantêm-se na potência do não fazer, não concretizar.

Segunda-feira, Abril 20

A EIRA recomenda DO ANIMALS CRY de Meg Stuart













Estreia :: 22 a 26 de Abril :: Théâtre Garonne :: Toulouse

coreografia Meg Stuart
de e com Joris Camelin, Alexander Jenkins, Adam Linder, Anja Müller, Kotomi Nishiwaki, Frank Willens
dramaturgia Bart Van den Eynde
música Hahn Rowe
cenografia Doris Dziersk
figurinos Nina Gundlach
luzes Jan Maertens
direcção técnica Britta Mayer
direcção de produção Christine Peterges
direcção de cena Milos Vujkovic
assistente de cenografia Rita Hausmann
assistente de figurinos Noélie Verdier
assistente de produção Marlène Bunge
estagiário Àfrika Martínez Ferrin
produção Damaged Goods (Bruxelles)
co-produção Théâtre Garonne (Toulouse), Théâtre de la Ville (Paris), Volksbühne am Rosa-Luxemburg-Platz (Berlin), PACT
Zollverein (Essen), Kaaitheater (Brussels)


Meg Stuart & Damaged Goods são apoiados por Autorités Flamandes e Commission de la Communauté Flamande


+ info www.theatregaronne.com/